Uma mulher pediu ajuda depois da morte de uma amiga: a resposta de um senhor idoso foi comovente

Esta é a história de uma mulher desolada por ter perdido uma grande amiga, e que decidiu procurar apoio e respostas numa comunidade online.

“A minha amiga morreu e eu não sei o que fazer”, escreveu, acabando por receber resposta de muitas pessoas, entre elas um homem mais velho que deixou os leitores emocionados:

“Então aqui estamos… Eu sou velho e isso significa que enquanto eu ainda estou aqui, muitas das pessoas que eu amei já se foram.

Perdi amigos, conhecidos, colegas de trabalho, parentes próximos e distantes, professores, vizinhos e muitas outras pessoas. Não tenho filhos e por isso não consigo imaginar o que significa ver um deles morrer. Apesar disso, aqui está o que tenho a dizer…

Eu gostaria de poder dizer que no final você se acostuma. Eu nunca consegui e estou feliz com isso. Sempre que alguém querido morria, eu sentia algo a ser arrancado de mim, independentemente das circunstâncias. Mas eu não quero esquecer, não quero que seja algo que passa em breve. As minhas cicatrizes são um testamento de amor aos relacionamentos que eu tive com as pessoas e se a cicatriz é profunda é porque essa relação era profunda, então eu guardo com gratidão essa dor.

Os sinais que essas perdas deixam em nós são o nosso legado de vida, a prova de que nós amamos profundamente, que nos feridos, sentimos dor e ainda assim somos capazes de amar novamente.

Com o passar do tempo, entendemos que a dor é como as ondas: quando o barco do nosso coração se perde pela primeira vez, sentimo-nos como se estivéssemos a afogar-nos, cercados pelos restos de nós mesmos. Tudo o que flutua lembra-nos a beleza e magnificência que caracterizava o nosso barco, enquanto tudo o que podemos fazer é tentar manter-nos à tona. De vez em quando encontramos alguns pedaços do naufrágio e apegamo-nos: às vezes, um objeto, por vezes, uma memória, ou mesmo uma pessoa que, assim como nós, nada no desespero.

No começo, as ondas são muito altas e derrubam-nos sem piedade. Elas seguem-se uma após a outra, sem dar descanso. Chegam a cada 10 segundos e nesse intervalo não podemos nem respirar. Tudo o que podemos fazer é tentar manter-nos à tona. Depois de um tempo, pode levar semanas, meses… Percebemos que as ondas ainda estão muito altas, mas o que muda é a frequência com que elas chegam; ainda são violentas, ainda ameaçam afogar-nos, mas o tempo entre elas expande-se lentamente e podemos voltar a respirar. Existe vida entre as ondas.

Até que um dia, para sua surpresa, perceberá que, de quinze metros, essas ondas de dor passaram a ter dez ou cinco metros. Elas vão continuar a chegar, mas irá vê-las de longe: um aniversário, uma data especial, uma festa… Conseguimos vê-los a chegar e tem a possibilidade de se preparar para que, quando baterem, seja possível concentrar-nos no facto de que conseguiremos ressurgir de qualquer maneira. Encharcados, chateados e ainda à procura de uma posição segura, mas vamos sair dessa.

Oiça as palavras de um velho homem: as ondas nunca cessam e, de alguma forma, não vai querer que elas parem de chegar. Simplesmente aprenderá que pode sobreviver. Outras ondas virão e sobreviverá a elas também. Se tiver sorte, um dia ver-se-á coberto por muitas cicatrizes e cercado por muitos destroços: só então entenderá que amou muito e muito intensamente.”

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