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Enfermeira decide adotar homem com autismo para o tornar elegível para transplante de coração

Jonathan Pinkard, um homem de 27 anos com autismo, precisava desesperadamente de um transplante de coração para sobreviver. Infelizmente, foi retirado da lista de transplantes depois de se ter descoberto que ele não tinha um sistema de apoio. Mas, graças a uma enfermeira, Jonathan teve não só uma segunda oportunidade na vida, como também alguém para cuidar dele.

Jonathan estava constantemente a entrar e sair do hospital, desde agosto, e muitas vezes recebeu alta para um abrigo para homens, porque não tinha casa. Quando ficou doente, os médicos disseram que ele precisava de um transplante de coração – ele poderia morrer se isso não acontecesse. No entanto, um dos requisitos para ser elegível para receber um órgão é ter um sistema de apoio – algo que ele não possuía.

Depois de nascer, Jonathan foi criado pela sua avó. Depois de ela morrer, quando ele tinha 12 anos, ele não teve outra família para cuidar dele. “A minha mãe estava numa clínica de reabilitação e não pode fazer muito”, disse ele.

Como existem tantas pessoas à espera de órgãos doados, é necessário confirmar se os recetores são suficientemente responsáveis ​​ para cuidar da sua própria saúde após o transplante.

A organização encarregada de decidir que pacientes recebem órgãos doados nos EUA é a Rede Unida de Partilha de Órgãos (UNOS). Segundo a sua porta-voz, Anne Paschke, eles valorizam que doentes sejam assíduos nas consultas e sigam as ordens dos médicos. “Se você recebe um transplante e não toma seus medicamentos imunossupressores, vai perdê-lo”, disse.

Lori Wood, uma das enfermeiras da unidade de cuidados intensivos do Hospital Piedmont Newnan, foi designada para cuidar de Jonathan em dezembro de 2018, e quando soube da situação, sentiu que algo precisava de ser feito.

“Aquilo atormenta uma pessoa. Jonathan precisava de fazer testes, mas eles não queriam fazê-los porque ele não tinha família. Quando se é enfermeiro e quer ajudar as pessoas, isso pode ser realmente frustrante”, conta Lori.

Dois dias após conhecer Jonathan, Lori perguntou-lhe se ela poderia ser a sua tutora legal. “Às vezes, Deus coloca situações na sua vida e você tem a opção de fazer algo a respeito delas. Para mim, nesta situação, não havia escolha. Eu tinha um quarto, era enfermeira e podia cuidar dele”, explica a enfermeira.

Após o sucesso do transplante de coração em agosto, Jonathan mudou-se para a casa de Lori para começar a vida com a sua nova família. Embora Lori não soubesse nada sobre Jonathan antes de morar com ele, a dupla rapidamente encontrou gostos em comum, como futebol e o programa televisivo Family Feud.

“Jonathan tem a cadeira dele, e eu a minha. Nós gostamos de programas de jogos e damos um high five quando acertamos a resposta a uma das perguntas. Ele é muito amoroso”, disse Lori.

Agora, Jonathan chama Lori de “mamã”. É ela quem monitoriza a sua medicação e o acompanha nas consultas médicas. Para além disso também está a ajudá-lo a melhorar a sua pontuação de créditos e está a ensinar-lhe as habilidades de vida que ele precisa de aprender para poder viver de forma independente. Em dezembro, Jonathan planeia voltar ao trabalho como auxiliar de escritório.

“Ela trata-me como um dos seus filhos. Estou realmente agradecido por isso”, disse Jonathan. Por causa da compaixão e altruísmo de Lori, uma vida foi salva e mudada para melhor.

Desejamos um futuro brilhante, cheio de alegria e amor a Jonathan e Lori.

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