Inspiração

Polícias alimentam homem sem-abrigo que estava há 2 dias sem comer

Recentemente, a imagem de uma dupla de polícias a alimentar um sem-abrigo com deficiência em Ipatinga tornou-se viral.

Os polícias estavam no centro da cidade a auxiliar no reforço da fiscalização da onda roxa, medida mais restritiva do plano implementado pelo Estado de Minas Gerais para combater o Covid-19, quando viram o homem sem-abrigo com uma jovem.

A jovem em questão é a estudante Amanda Carolina, que estava a ir para o estágio quando reparou no sem-abrigo deitado num canteiro da praça.

Não conseguindo ficar indiferente, Amanda começou a falar com ele e ofereceu-lhe uma maçã que tinha na mala.

Seguidamente, os dois polícias abordaram-nos. “Ele [sem-abrigo] estava com forma, então imediatamente um dos polícias começou a alimentá-lo. Nunca tinha visto algo assim na minha vida”, conta a estudante.

Um dos polícias, o soldado Diego Messias Leal, explicou que o homem estava com muita fome e a sentir-se mal.

“Ele contou-nos que não estava só a sentir-se mal. Estava com muita fome. Ele tem uma deficiência e não se consegue locomover sozinho. Em princípio, pelas perguntas que lhe fizemos, ele chegou aqui a rastejar”, conta Diego.

O outro polícia, o soldado Weliton de Caldas Rodrigues, disse que ficou muito emocionado quando ouviu as dificuldades do sem-abrigo, e quis de imediato ajudar de alguma forma.

“O que nos surpreendeu foi como ele nos comoveu, dizendo que não conseguia alimentar-se sozinho. Aí tivemos a iniciativa de abrir a marmita e matar a fome dele naquele momento”, disse o soldado Weliton.

“No momento em que o estávamos a alimentar, ele estava a comer muito rápido. Então, dissemos: pode comer tranquilo, temos tempo. Nesse momento, fizemos o acionamento da ambulância e ele foi e começou a chorar. Perguntámos-lhe porque é que ele estava a chorar e ele disse que há dois dias que não comia nada”, acrescentou Diego.

Rapidamente, as fotografias tornaram-se virais na internet e muitas pessoas elogiaram os polícias pela sua empatia.

“Eles não se importaram com a farda que estavam a carregar, pelo contrário, fizeram-lhe jus. Eles demonstraram que realmente estão aqui para server a sociedade, independentemente de quem seja”, disse Amanda.

“Nós não imaginávamos esta repercussão toda. No momento, só agimos com o instinto de ser humano e em prol da ajuda do senhor Gesser. Estávamos a fazer o nosso serviço como polícias mesmo, mas eu acredito que qualquer um poderia fazê-lo”, concluiu Diego.

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