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Adolescente em coma tem consciência do que a rodeia durante 2 anos

Esta é a história de Victoria Arlen, uma criança ativa e atlética que adorava dançar e nadar. Infelizmente, aos 11 anos, desenvolveu duas condições autoimunes raras – mielite transversa e encefalomielite aguda disseminada – que a deixaram em estado vegetativo durante 4 anos.

Tudo começou em 2006, quando Arlen adoeceu e rapidamente perdeu as capacidades de comer, falar, mexer-se e andar. Não muito tempo depois, entrou em coma e os médicos temiam que ela nunca recuperasse.

“Eu tinha 11 anos quando comecei a ficar doente. Fiquei muito confusa. Questionava-me sobre o porquê de eu não poder sair da cama? Porque é que as minhas pernas não se estavam a mexer?”, conta Arlen.

Sem diagnóstico na altura, os médicos aconselharam os pais a levá-la para casa, onde a família montou uma cama de hospital onde ela viria a permanecer durante 4 anos.

Arlen disse que os dois primeiros anos são apenas um borrão na cabeça dela, mas em 2008 começou a recuperar algumas funções cognitivas – o suficiente para estar ciente da sua situação, embora o seu corpo continuasse bloqueado. Ela também tinha convulsões frequentes – até 20 horas por dia – mas conseguia ouvir os médicos e a sua família à volta dela.

A certo ponto, Arlen percebeu que não tinha escolha a não ser fortalecer a sua mente. Ela começou a imaginar cenários na sua cabeça, a rezar e a tentar visualizar a vida que esperava ter quando estivesse consciente e saudável novamente.

Segundo Arlen, esses pensamentos positivos foram o que a ajudou a sair do coma e começar a sua longa recuperação. “Eu focava-me nas coisas boas, como ainda estar viva”, lembra Arlen.

Em 2009, aos 15 anos, Arlen “acordou”, e percebeu que conseguia mexer os olhos. “A partir daí, foi milagre após milagre”, conta.

O seu médico, Michael Levy, diz que apenas 1/3 dos pacientes recupera de mielite transversa, e que a idade e boa saúde que Arlen tinha antes da doença foram fatores determinantes para aquele milagre.

Eventualmente, Arlen começou a recuperar as sensações na parte superior do corpo e começou a usar cadeira de rodas.

“A recuperação inicial consistiu em reaprender tarefas simples: mexer um dedo, mexer dois dedos. Eles deram-me uma cadeira de rodas e passaram-se cerca de 6 meses antes de eu conseguir mexer-me nela e ser um pouco independente. Quanto a andar, esse foi um processo longo e contínuo. Ainda é, para ser honesta”, disse Arlen.

Com o recurso a um tripé, os seus dois irmãos de Arlen decidiram acompanhá-la na piscina com um colete salva-vidas durante a sua recuperação, para que ela pudesse aprender a nadar e ao mesmo tempo trabalhar desenvolver os músculos. “Significou a liberdade para mim. A piscina tornou-se a minha fuga”, admite.

Arlen tornou-se uma nadadora tão talentosa que chegou mesmo a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres!

Depois de começar a recuperar o controlo total das suas pernas, em 2015, o exercício tornou-se uma parte crucial da sua vida quotidiana:

“Eu tenho de me exercitar. Tenho de treinar um mínimo de duas horas por dia para manter o movimento nas minhas pernas, porque se não as mexer, perco essa mesma capacidade. Nunca ninguém me deu a certeza absoluta de que as minhas pernas não vão ficar paralisadas novamente. Ser saudável em geral, comer de forma saudável e concentrar-me na ligação entre a mente, o corpo e a alma é uma grande parte da minha vida.”

Arlen fez mais do que apenas recuperar. Agora, é palestrante motivacional e repórter de notícias para a ESPN.

Se o nome dela parecer familiar, provavelmente é porque ela também competiu no programa Dancing With The Stars em 2017.

Ela escolheu viver uma vida pública, em parte para mostrar às pessoas que elas nunca devem perder a esperança.

“Eu quero dar a outras Arlens por aí fora a força para continuar a lutar. Eu nunca escolheria o que me aconteceu, mas também nunca o mudaria. É a minha jornada trágica e linda”, diz Arlen.

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