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Senhor de 93 anos aborrece-se do tédio da aposentadoria e abre o próprio negócio de cupcakes embriagados

A aposentadoria é, geralmente, vista como um novo capítulo da vida para relaxar, desacelerar… talvez até arranjar um hobby. Mas Ray Boutwell, carpinteiro e pintor de retratos talentoso, veterano da Segunda Guerra Mundial e avô de duas crianças, ficou entediado. Então, aos 93 anos, decidiu embarcar numa aventura que acha que lhe assegura uma maior longevidade da vida: fazer cupcakes.

A cozinha sempre teve um lugar de destaque na vida de Ray. Na juventude, a sua mãe Caroline Boutwell, costumava assar 11 pães todos os dias para a grande família. A matriarca fazia ainda rosquinhas e gelado, em casa, nos fins de semana de verão.

Ray relembrou as suas primeiras experiências na indústria de panificação: “Consegui um emprego na padaria McClintock em Haddonfield, como lavador de pratos. Eu chegava uma hora mais cedo, para poder trabalhar com os padeiros e aprender. Estive lá 11 anos”.

Depois de trabalhar na Holly Bakery, abriu o seu próprio negócio – a Boutwell’s Pastry Shop – durante 18 anos.

“Eu era conhecido principalmente pelos meus doces e biscoitos em miniatura, e fiz um ótimo bolo de manteiga na Filadélfia. Consegui a receita de um homem para quem trabalhei em Rhawn e Verree, no Nordeste. Ele recebeu a receita de outra pessoa. Tenho também uma receita alemã antiga para cheesecake que usa queijo cottage”, conta Ray.

Embora tenha fechado sua loja em 1990 para se aposentar, Ray ainda trabalhou numa padaria, e depois como decorador da Tiffany’s Bakery, onde permaneceu durante 10 anos. “Eles nunca quiseram que eu desistisse. Trabalhei lá até os 75 anos”, relembra.

Quando a sua esposa morreu em 2012, Ray tentou manter-se ocupado, porque sabia que precisava de se manter ativo. “Eu disse a mim mesmo: preciso fazer algo mais físico ou vou definhar”, conta.

Então, Ray sacudiu as teias de aranha da aposentadoria, e decidiu fazer cupcakes. Mas não são uns cupcakes quaisquer! Os Boozy Cupcakes de Ray foram inspirados em doces com licor que ele viu numa revista no consultório do cardiologista.

“Tenho cerca de 20 sabores, alguns para cupcakes de baunilha e outros para chocolate. Faço com tequila, cereja de xerez, vodka de mirtilo, recheio de avelã e licor de Angelica, entre outros”, explica Ray.

 

Quando a ideia surgiu, Ray começou a reformar a loja e o espaço da cozinha em Southgate Plaza, na Haddonfield-Berlin Road, em Voorhees, Nova Jersey. A princípio, a sua filha Rosana Boutwell Mawson achou que o empreendimento era uma péssima ideia. “Eu disse-lhe: não, não podes fazer isso”, conta Rosana.

Mas Ray persistiu. “Ele decidiu que precisava de fazer isso e sente que tem a obrigação de fazê-lo. Encontrou o local, fez ele próprio muito do trabalho manual, e contratou um padeiro, um decorador e uma pessoa para o balcão”, continua a filha.

“Bem, eu conseguia ver que ela estava profundamente preocupada, e eu conseguia compreender”, diz Ray. O dinheiro tornou-se um problema, pois ele investiu pesadamente na padaria. “A minha casa hipotecada até o fim, as poupanças também… mas o que diabos é o dinheiro? O dinheiro não é nada”, afirma Ray.

O negócio teve realmente um impacto positivo na sua longevidade, pois Ray acorda às 4 horas e a sua equipa mal consegue acompanhá-lo. “Agora trabalho 8, 9, às vezes 10 horas por dia no novo local, e sinto-me realmente bem”, conta.

Felizmente, as vendas vão bem e Ray está a pagar a sua hipoteca. “Ficámos sem tudo, mas depois as pessoas começaram a comprar um ou dois cupcakes, e agora compram-nos às dúzias”, diz com orgulho.

Os cupcakes embriagados de Ray foram um verdadeiro sucesso! O negócio vai tão bom que ele acabou de assinar um contrato de locação para um espaço ao lado, embora não seja para fazer cupcakes. “Vou fazer um gelado ao nível dos Ben&Jerry. Eu não sou a pessoa mais comum”, conclui Ray.

De momento, planeia então abrir o seu próximo empreendimento, Caroline’s Ice Cream, em memória da sua mãe.

Manter-se ocupado com algo que se gosta, em qualquer idade, pode ser a chave para a longevidade, e esta é a prova disso.

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