Homem recebe carta de cápsula do tempo escondida pela falecida esposa

No ano de 2014, o construtor John Murray e a sua equipa encontravam-se a renovar uma casa em North Phoenix, Arizona (EUA), longe de sonhar o verdadeiro tesouro que esta escondia.

Durante a remoção do isolamento antigo do rancho de 1950, caiu um monte de papéis de uma das paredes remontantes aos anos 60, que tinham ficado presos no tempo.

Algumas pessoas enterram ou escondem cartas, recados ou fotografias com o objetivo de as desenterrar tempos depois, como uma espécie de mensagem para o futuro, seja para elas mesmas ou para os descendentes.

“Já trabalhámos em centenas de casas mas nunca encontrámos algo assim”, confessa John. O conjunto de recordações, a que chamaram cápsula do tempo, foi feito por Betty Klug em 1966, quando tinha 33 anos.

Na verdade, o objetivo de Betty era presentear Bruce, o seu marido, e por isso incorporou a cápsula na parede no aniversário deste, com a intenção de a desenterrar para ele passadas décadas.

Betty incluiu na cápsula uma carta escrita à mão, dirigida ao marido, mas infelizmente um acidente de carro tirou-lhe a vida em 1976.

Sem saber de nada, Bruce acabou por vender a casa e deixar North Phoenix. Após encontrar todos aqueles documentos, John e os parceiros de trabalho sentiram que tinham o dever de encontrar Bruce e devolver-lhe tudo, e por isso dedicaram-se exaustivamente a procura-lo.

A equipa acabou por conseguir localizar Bruce Klug, agora quase com 80 anos, a viver em Scottsdale (Arizona).

John marcou um encontro com Bruce, que ficou incrédulo e emocionado com a descoberta, e começou logo a ler a carta de Betty.

“A Guerra do Vietname ainda está a acontecer. A situação racial é muito séria. Os rapazes estão a deixar o cabelo crescer por causa do fenómeno dos Beatles”, escreveu Betty.

“Nós tínhamos o melhor casamento. Nunca discutimos por nada”, contou Bruce, que ficou muito feliz por John se ter dado a todo aquele trabalho para o encontrar.

Esta é uma história de amor que prova que aqueles que amamos nunca desaparecem realmente, seja através de lembranças deixadas, seja dentro do nosso coração.

Filha menor de bombeira falecida é notificada para pagar 1400 euros de despesas judiciais

Menina de 6 anos cuida sozinha do pai paralisado após a sua mãe os abandonar