Esta menina mexicana de 8 anos ganhou um prémio por fazer um aquecedor solar a partir de objetos reciclados

Ela dedicou metade da sua vida ao seu ofício – e agora, está finalmente a ser reconhecida. Mas para Xóchitl Guadalupe Cruz López, com 8 anos, metade da sua vida são apenas 4 anos, e o prémio que ela ganhou é geralmente reservado para adultos.

Na semana passada, Cruz López tornou-se a primeira criança a ganhar um prestigioso prémio científico da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM), informou o El Universal.

Ela recebeu o prémio, que reconhece as conquistas femininas na ciência, pelo seu aquecedor solar de água feito inteiramente de objetos reciclados – incluindo mangueiras, painéis de vidro de um antigo canteiro de obras e troncos.

Ela construiu o aquecedor no telhado da sua família, com um pouco de ajuda do seu pai, com o objetivo de retardar a mudança climática, reduzindo a necessidade das pessoas com baixos rendimentos na sua comunidade rural derrubarem árvores para lenha.

“São pessoas com baixos rendimentos que não têm a possibilidade de comprar esses aquecedores, então o que fazem é cortar as árvores para obter lenha, o que afeta o mundo através da mudança climática. Portanto, o que eu fiz foi este projeto, este aquecedor, a partir de objetos reciclados que não prejudicam o meio ambiente”, explica a pequena.

Além de salvar o meio ambiente, a jovem empreendedora do estado de Chiapas, no sul do México, está a mostrar que mulheres e meninas podem ter sucesso num campo dominado por homens.

O número de mulheres e meninas na ciência está em ascensão – e jovens como Cruz López estão a mostrar o quanto isso é importante.

De acordo com estatísticas da agência nacional de ciência e tecnologia do México, Conacyt, 36% das pessoas no registo científico do país eram mulheres, o que representa um aumento de 65% em relação a 2012.

Isso ainda está aquém da proporção de mulheres cientistas na América Latina em geral, onde 45% dos investigadores científicos são mulheres, segundo a UNESCO, mas está bem acima da proporção de mulheres na ciência noutras regiões, incluindo a Europa (34%) e a Ásia (18,9%).

Cruz López não apenas impressionou o painel na UNAM, como também deixou orgulhosos os seus pais e a professora do terceiro ano.

“É uma grande honra saber tudo o que ela fez”, disse a mãe, Alma Lopez Gomez, numa entrevista à Univision.

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