Casal adota um menino órfão – tempos mais tarde, eles decidem acolher o seu irmão

Esta é a história de Sara Cozad e Stuart, um casal que resolveu adotar um menino órfão, pois tinham o sonho de constituir família e ajudar uma criança… mas ao contrário do que pensavam, acabaram por ajudar duas!

Aqui fica o testemunho de Sara:

“Eu tinha 19 anos quando conheci o meu marido, Stuart. Passados 15 minutos do nosso primeiro encontro, ele perguntou-me o que eu queria fazer com a minha vida. Qual era a minha carreira de sonho? Eu queria filhos? Onde queria ir? EU disse que não sabia o que queria fazer, embora tivesse certeza que, se tivesse crianças na minha vida, seria como família de acolhimento.

Nós casámos alguns anos depois e fomos em lua-de-mel. Duas semanas depois de chegarmos a casa, decidimos que íamos iniciar o nosso curso como família de acolhimento. Nós estávamos de acordo que apenas faríamos acolhimentos de emergência ou de curto prazo, para começar. Estávamos a planear acolher bebés e crianças. Eu tinha apenas 23 anos na altura, e a ideia de acolher crianças e adolescentes mais velhos parecia impensável.

Quando obtivemos licença, fomos imediatamente chamados, e perguntaram-nos se queríamos ficar com um bebé durante uma semana. Foi ótimo e nós amámos. Então, logo em seguida, fomos chamados para ficar com um doce menino de 3 anos durante um fim-de-semana. Nós dissemos sim. Esse fim-de-semana transformou-se numa semana. E essa semana em meses. E esses meses em anos. Aquele menino é agora o nosso filho, Michael.

Alguns meses depois de Michael vir até nós, concordámos em supervisionar uma visita de irmãos. Foi aí que conhecemos o Dayshawn pela primeira vez. No segundo em que Michael teve um vislumbre do seu irmão do outro lado do parque, ele correu com todas as suas forças e pulou para os seus braços. Foi naquele segundo que Stuart e eu nos entreolhamos e realmente entendemos a importância de Dayshawn e Michael ficarem juntos. Ainda estávamos um pouco hesitantes em aceitar uma criança mais velha. Há apenas uma diferença de 13 anos entre mim e o Dayshawn. Mas, no segundo em que comecei a conversar com ele, todos os meus medos saíram pela janela.

O Dayshawn quebra todos os estereótipos sobre adolescentes num orfanato. Ele é a pessoa mais empática e compassiva que já conheci. Ele é uma borboleta social e tem como missão pessoal dar as boas-vindas a cada nova criança que vem até nós. Ele trabalha tanto na escola e é tão engraçado. Ele quer ser um jogador de basquetebol, um médico ou assistente social quando crescer. Ser sua mãe parece tão natural. Ele nem parece notar que sou tão jovem (ou simplesmente não se importa). Para ele, eu sou apenas a sua mãe. Ele estava tão animado no dia da adoção. A minha parte favorita foi quando ele se sentiu na obrigação de interromper o juiz para explicar exatamente porque é que ele queria ser adotado (tantas lágrimas!).

As pessoas dizem sempre: “oh, eu nunca poderia ser pai adotivo. Eu apegar-me-ia demasiado e iria doer quando eles fossem embora”, e isso é verdade. É difícil. E choro sempre que uma criança vai. Mas o reencontro pode ser uma coisa linda. Temos muita sorte em ter um relacionamento próximo com muitos dos pais dos nossos filhos adotivos.

Na nossa festa de adoção, perguntaram-me várias vezes se continuaríamos a ser família de acolhimento, já que já tínhamos os nossos próprios filhos adotados. Eu e o Stuart decidimos que, se continuássemos a acolher, nos tornaríamos um lar especializado para mães adolescentes, adolescentes vítimas de tráfico humano e/ou jovens LGBT +. Não necessariamente porque podemos ser pais dessas crianças melhor do que ninguém, mas porque é doloroso que esses dados demográficos de adolescentes estejam em escritórios sociais ou abrigos por SEMANAS (ou mesmo meses), já que poucas casas estão abertas a eles. Acabámos de receber um jovem de 14 anos há duas semanas, e foi muito divertido conhecê-lo.

Acolher uma criança não é fácil, mas posso garantir que será a coisa mais valiosa que você fará. Há uma citação que diz: “é melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado”, que ressoa no fundo do meu coração… E eu amo ser mãe. Eu amo cuidar das crianças da nossa comunidade – seja por uma noite ou por toda a vida. Eu amo ser capaz de sustentar as famílias e chorar lágrimas felizes (e tristes!) quando uma mãe recebe o seu filho de volta. Eu não posso imaginar nunca ter vivido esta vida.” PARTILHE!

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