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Algumas pessoas levam-nos ao limite, e quando explodimos, chamam-nos de loucos

Existem pessoas que não merecem ser ouvidas, acolhidas, ser levadas em conta. Há pessoas que não merecem um minuto de preocupação da nossa parte.

Explicitar o nosso repúdio para com o comportamento dessas pessoas será, muitas vezes, necessário e inevitável, mas temos de tentar encontrar a paz interior, principalmente nos dias doidos que se vivem atualmente.

Não dá para ficar à espera que algo do exterior nos traga felicidade e equilíbrio, pois isso depende em muito de nós mesmos. Porém, algumas vezes, é simplesmente impossível controlarmo-nos, porque algo acaba por nos esgotar toda e qualquer paciência que tivermos.

Em alguns momentos, será impossível manter uma postura pacífica, porque tudo tem um limite, e a paciência não é exceção.

Algumas pessoas têm pavio curto, outras são mais pacientes, mas existem atitudes alheias que tiram qualquer ser humano do sério. Inclusive, há pessoas que acordam dispostas a testar os limites de quem as rodeia, porque desconhecem o conceito de limites. O pior é que pessoas habituadas a jogar com o emocional alheio parecem treinadas a ficar surpreendidas com as reações dos seus alvos.

Elas tocam deliberadamente nas nossas feridas, expõem as nossas fraquezas, estudam o que nos deixa mais instáveis e vulneráveis, utilizando tudo contra nós.

Por isso, não é de espantar que acabemos por perder a paciência e explodirmos, enquanto o outro finge não perceber o porquê.

Em certos momentos, teremos que impor os limites da nossa dignidade, da nossa paciência, da nossa vida, seja calmamente, seja a esbravejar.

A forma como encaramos o que nos acontece determina a maneira como lidaremos com cada entrave que aparecer à nossa frente. É vital que tentemos manter a paz interior, cultivando, primordialmente, da arte de ignorar.

Mas haverá pessoas terão de ouvir o nosso grito de indignação. Deixemos que nos chamem loucos. Afinal, antes uma loucura que nos ajude a um silêncio que nos magoe.

Adaptado de: Sábias palavras (texto de Prof. Marcel Camargo)

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