Menina com 400 gramas desafia todas as probabilidades e sobrevive

Esta é a história de Ashley Zachmeyer, uma mulher que foi diagnosticada com Síndrome do Ovário Policístico, o que deixou as suas probabilidades de engravidar bastante reduzidas.

Embora pensasse que nunca poderia ter um filho biológico, Ashley conseguiu engravidar e dar à luz uma bebé chamada Adalee.

Aqui fica o seu testemunho:

“A minha filhinha não tinha grandes probabilidades de sobrevivência. Como poderia um bebé de 400 gramas sobreviver? Os médicos não lhe davam nenhuma nenhuma esperança.

Quando engravidei, foi um choque para todos. Eu tinha sido diagnosticada com algo chamado SOP, Síndrome do Ovário Policístico, que levava à infertilidade. O meu marido também tinha sido informado de que tinha poucas probabilidades de ter filhos. Quando descobriram da sua existência, ela já tinha 7 semanas de idade gestacional. Eles fizeram um ultrassom para ver se encontravam um quisto, porque eu não tinha como engravidar. Já tinha feito vários testes de gravidez negativos! Para nossa surpresa, havia um pequeno batimento cardíaco. Esse momento mudou tudo.

O primeiro especialista de alto risco que eu vi disse que havia menos de 20% de hipóteses de sobrevivência, mas que eu era jovem e saudável e precisava de tentar novamente. O meu coração partiu. Eu queria gritar e chorar. Eu perguntei a Deus: “porque é que nos abençoarias com esta menina só para levá-la embora?”. Eu fiquei com raiva.

Essa raiva logo se transformou em determinação, eu não ia desistir. Eu procurei uma segunda opinião… Este segundo especialista disse-me os sinais de aborto espontâneo e mandou-me embora. Ele disse para voltar daí a algumas semanas, para verificar se havia um batimento cardíaco. Eu estava fora de mim.

Nesse momento, eu quase desisti. Eu chorei, gritei, desmoronei, mas quando estava no meu pior, acabei por encontrar um pouco de fé. A cada semana que passava, eu tinha um pouco mais de esperança. As coisas continuavam a piorar, mas eu não podia desistir. Deus escolheu-me para ser mãe dela por uma razão.

O especialista avisava em todas as consultas, três vezes por semana, que a situação não era boa, e que eu precisava de continuar preparar-me para o pior. Às 26 semanas, fui informada pelo especialista de que o fluxo sanguíneo no cordão umbilical estava comprometido, e que eu provavelmente abortaria nas seguintes 24 horas.

Fui internada no hospital e colocada em repouso na cama. Eles disseram que eu não duraria 72 horas sem ter de fazer o parto. Três dias transformaram-se numa semana, e uma semana em três. Existiram muitos sustos, quando o ritmo cardíaco dela caía abaixo de 50.

Eles quase me prepararam várias vezes para uma cesariana, mas, assim que começavam, Adalee elevava sempre o ritmo cardíaco. Quando estávamos perto das 4 semanas no hospital… Adalee não estava a mexer-se, e não havia fluido amniótico mensurável. Já estava na altura. No dia 22 de junho de 2017, às 29 semanas… dei à luz a nossa filha.

Lembro-me da primeira vez que a vi, com a pele translúcida, e podíamos ver cada osso do seu corpo, e a sombra dos seus intestinos. Eu não podia acreditar que ela estava aqui a lutar. Eu não podia acreditar que uma criança do tamanho de uma lata de Coca-Cola estava viva.

Aos 4 dias de idade, Adalee foi transferida do hospital onde nasceu até ao Children’s Healthcare of Atlanta. Foi de longe o dia mais assustador da minha vida… A primeira vez que a vi intubada, eu quebrei. Nunca pensei que veria tantos fios e tubos ligados à minha filhinha.

Lentamente, ela ganhou o peso que precisava. Em pouco tempo, ela já tinha 900 gramas e deixou os tubos. Com isto, não quero dizer que o médico dela tenha removido os tubos. Adalee é teimosa e tinha de fazer as coisas à maneira dela. Ela decidiu tirar os tubos. O médico não queria fazê-lo até que ela tivesse pelo menos 1,3kg, mas Adalee tinha um plano diferente.

Ela continuou a crescer e prosperar. Aos 3 meses de idade, Adalee não tinha mais apoio respiratório! Ela estava a respirar completamente sozinha. Infelizmente, devido ao facto de ter tido apoio respiratório, ela desenvolveu algo chamado retinopatia da prematuridade. Felizmente, não era um caso severo.

Após 106 longos dias nos cuidados intensivos, finalmente conseguimos levar a nossa menina para casa. Adalee tinha 2kg quando recebeu alta. Ela foi mandada para casa com um tubo de alimentação, que foi removido dentro de alguns dias. Continuou com o seu monitor cardíaco porque ela era tão pequena, mas parecia que prosperava mais quando voltava para casa.

Faz agora 9 meses que Adalee está em casa, e ela melhorou. Ela tem agora um ano e pesa 5,4kg. Sim, ela ainda é bem pequena, mas vai chegar lá… todos os médicos estão muito impressionados com o progresso dela. Dizer que fomos abençoados com um milagre é um eufemismo…

A nossa menina de 400 gramas, com menos de 20% de hipóteses de sobrevivência, viveu. Ela fez isso. Ela sobreviveu. Embora seja pequena, ela é feroz.”

Esta menina é um exemplo de coragem, força e luta, pois desafiou todas as probabilidades. Desejamos o melhor a esta linda família. PARTILHE!

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